
Tem vezes que a gente sabe que tem que manter a empolgação sob controle, mas a gente quer tanto, tanto, tanto, se entregar! Mas a razão fica martelando na minha cabeça e me lembrando de todas as vezes que quebrei a cara porque não controlei a empolgação de uma paixonite. Ela fica me dizendo pra ir com calma, pra abrir as portas devagar, pra não mergulhar de uma vez. Atualmente, a razão é a única coisa que me segura.
Eu fico me perguntando até onde a gente deve usar a razão ou escutar o coração. Será que o erro dos relacionamentos de hoje está justamente no fato de que usamos demais a razão? Mas se entregar demais tambám não é perigoso? Escancarar as portas do coração e se deixar levar pelo arrebatamento não é correr riscos demais?
Eu sei, eu sei, a gente tem que se arriscar, mas e o medo de se machucar (de novo e de novo e outra vez), onde fica? Como separar o sentimento da razão? Como dizer ao cérebro que o coração sabe das coisas? Eu sei que a gente tem que se entregar, mas não estou a fim de mergulhar de cabeça e sem tubo de oxigênio.
Acho que ainda não estou preparada pra largar minha bóia de novo...