quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Fato!

"Poucos são os que vivem no presente: a maioria se prepara para viver mais tarde."

(Jonathan Swift)

domingo, 29 de novembro de 2009

Às vezes, parece que a gente se perde porque quer. Mas não é.
A gente fica procurando a luz no fim do túnel, um guia, um motivo, um sentido. Mas a complicação vem de nós mesmos. Sei lá, tem dias...

Vai saber por quê.

Recomendação


E eu me matei de chorar. É claro.

Clichê

"Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre.
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E DAÍ? EU ADORO VOAR!"

(Clarice Lispector)
(de certo que eu tô pensando que isso aqui é twitter, né?)
Satellite heart.
Anya Marina.


Recomendo.
Tem dias que a dor pega, né?
Wish you could notice me...

Pérolas do dia

"A gente levou milhões de anos pra chegar ao topo da cadeia alimentar e agora só vai comer alface?!?"

"Minha oração é curta que é pro santo não entediar."

domingo, 22 de novembro de 2009

Indicação


Depois de muito tempo desaparecida, volto aqui com a indicação de um filme MARAVILHOSO a que assisti hoje. Chama-se De bem com a vida (How about you) e fala das relações humanas, de envelhecer, de mudar, de crescer.
Muito bonito, com uma fotografia incrível e cenas de fazer chorar e rir. Adorei e indico a quem precisa de um pouco mais de leveza na vida.
Afinal, somos todos efêmeros e não importa o que você faz se não o faz com alegria.
Deixo o link (do site yesfilmes.org, que eu também recomendo) para quem quiser ver on-line. É dublado, mas ainda assim vale a pena.

Um sorriso para cada pessoa que passar por aqui.

sábado, 7 de novembro de 2009

Desculpa aí, gente.

Preciso tomar vergonha na cara e vir postar.
E principalmente comentar nos blogs amigos.
Mas não vai ser hoje que tô podredecansada.

Juro que volto ainda nessa vida.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Tchau, Twitter!

Acho que o meu twitter foi o mais rapidamente excluído. Confesso que não achei graça naquilo...
Pobrezinho, cometeu suicídio!


(desculpem amigos blogueiros, ando sem tempo para postar e comentar. Totalmente pirada.)

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Oi, Twitter!

Eu confesso, agora eu tenho um Twitter.

Não que isso seja lá muito útil, porque eu sinceramente não sei o que fazer com ele...

Sol e Lua II

Ele lembrava de como ela era e sabia qual seu cheiro exato.
Sabia que o erro fora dele, tinha consciência de que a perdera naquela noite em que, por não saber corresponder um amor tão puro, tão simples, teve medo e fez questão de beijar outra diante de seus olhos incrédulos. Ah, a cor daqueles olhos! O incrível marrom profundo que atingiam quando ela tinha um pensamento sagaz, quando decifrava suas intenções antes mesmo que ele pensasse...
Acho que ele sempre soube que esse momento chegaria. Brincou de ser feliz, mas nunca conseguiu se entregar totalmente. Ele se envolveu. Mais, muito mais do que gostaria.
Aquele jeito meigo e sorridente dela, aquele perfume, aquela luz.

Tudo isso, agora, ele via ali, nos braços de outro.

domingo, 18 de outubro de 2009

Ah, ela!

E no meio de toda aquela multidão, ele disse:
"Desculpe, eu só queria cuidar de você."
E ela respondeu:
"Obrigada, mas eu sei me cuidar sozinha."

(Sorriu)

Ceticismo


Acho que a vida vai fazendo da gente pessoas cada vez mais céticas. Não que isso seja necessariamente ruim. É bom perder algumas ilusões, costumamos ser muito idealistas e utópicos quando jovens e, quanto mais cedo damos com a cara no muro e percebemos que vivíamos em uma bolha cor de rosa, melhor. Aliás, é bom ser criança e acreditar em papai noel, em contos de fadas, ter sonhos impossíveis (tipo casar com o Brad Pitt), ser inocente. Mas a gente precisa crescer e ver que nem tudo é pink.
Eu aceito isso tudo com uma calma plácida. A realidade me vem em golpes ácidos e me mostra como meu mundinho ainda é distorcido, mas eu diluo tudo em uma boa dose de bom humor e ela quase fica doce. Foram tantos socos e pontapés recentemente, que quase nem sinto mais quando ela vem e derruba mais uma das minhas barreiras de ilusões. Chego a agradecer pelas pancadas, porque sei que me mostram que o caminho que eu seguia era errado, não ia dar certo. Elas me fazem tomar alguma atitude, mudar.
Entendam, não é uma reclamação. Apesar da comparação com pancadaria, é uma constatação, apenas. Eu sempre tento aceitar tudo com maturidade, mudar o que posso e me conformar com o que não se pode reverter.
Tento perseguir meus sonhos, dentro da realidade, sem utopias, sem planos impossíveis.
É difícil de explicar.
Mas acredito que sou muito menos boazinha hoje. Já fui trouxa, mas, por causa de tudo que passei, acho que hoje não sou mais...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

As coisas sempre se ajeitam

Sobre felicidade


As coisas começam a dar certo na nossa vida quando temos fé em Deus, disposição, garra e muita força de vontade.
Só tenho a agradecer. Sempre.
Tanto para falar, mas sem conseguir dizer. Traduzo, então, em uma só palavra: felicidade.

Ao som de Muse.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Bati no peito

Pode vir, tempestade.
Pode vir que a gente consegue.
Pode vir que eu dou conta.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Não, né?


Ele até pode me buscar em casa, abrir a porta do carro, andar de mãos dadas (tudo bem, confesso que essa me fez querer fugir), dar presente e pagar a conta. Mas eu costumo me desencantar com caras que falam tanto de si próprios (e estou falando de insegurança, não de ego inflado) que não dá nem pra dizer algo além de 'é mesmo'...

Não é mesmo?

terça-feira, 29 de setembro de 2009

E pra onde eu corro agora?


Às vezes, as coisas tomam rumos completamente inesperados e a gente tem que se refazer rapidamente, recolher o pouco que conseguir e sair correndo novamente, em busca de outro caminho, outra ideia, outra solução.
É incrível como tudo-muda-num-segundo-o-tempo-todo.
Tem horas que nem dá tempo da gente se recuperar e já recomeça a loucura do dia-a-dia. Odeio refazer os planos.
Ah, como era mais fácil ser criança!

E agora?

Ganhei um selo!

Muito obrigada ao Néctar da flor!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mergulhar ou não mergulhar, eis a questão!


Tem vezes que a gente sabe que tem que manter a empolgação sob controle, mas a gente quer tanto, tanto, tanto, se entregar! Mas a razão fica martelando na minha cabeça e me lembrando de todas as vezes que quebrei a cara porque não controlei a empolgação de uma paixonite. Ela fica me dizendo pra ir com calma, pra abrir as portas devagar, pra não mergulhar de uma vez. Atualmente, a razão é a única coisa que me segura.
Eu fico me perguntando até onde a gente deve usar a razão ou escutar o coração. Será que o erro dos relacionamentos de hoje está justamente no fato de que usamos demais a razão? Mas se entregar demais tambám não é perigoso? Escancarar as portas do coração e se deixar levar pelo arrebatamento não é correr riscos demais?
Eu sei, eu sei, a gente tem que se arriscar, mas e o medo de se machucar (de novo e de novo e outra vez), onde fica? Como separar o sentimento da razão? Como dizer ao cérebro que o coração sabe das coisas? Eu sei que a gente tem que se entregar, mas não estou a fim de mergulhar de cabeça e sem tubo de oxigênio.

Acho que ainda não estou preparada pra largar minha bóia de novo...

Aos blogueiros que li hoje.

Acho que hoje todo mundo acordou de bom humor.
Um sorriso sincero e uma flor nos cabelos para todos os blogueiros que animaram (ainda mais) o meu dia!
Ah, como a vida é bela e como é bom sentir essa vontade imensa de viver e ser feliz! Que não passe tão cedo!

domingo, 20 de setembro de 2009

Encontro

É incrível como algumas pessoas têm uma sintonia tão perfeita com a gente que nem acreditamos que não nos conhecíamos antes. Já dizia Paulo Coelho (sem preconceitos, eim!): "os encontros mais importantes já foram combinados pelas almas antes mesmo que os corpos se vejam."
É, tenho pra mim que ele tem razão...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Fazendo piadinha sobre o que está por vir.


Penso que o novo assusta. Atordoa. Como lidar com mudanças, novidades, com o que não conhecemos? Como lidar com o desconhecido? A gente tem medo do novo.
Tenho pra mim que cabeça erguida e muita coragem resolvem.






Droga, acho que a minha coragem fugiu pra de baixo do tapete há meia hora!

Não faz sentido pra mim.


Eu fico me perguntando (mas juro que não consigo entender!) que espécie de mundo é esse em que vivemos em que a gente diz: 'obrigada, Senhor, porque eu fui "SÓ" assaltada'.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Eu não sou massinha. Você é massinha?


Talvez seja, simplesmente, uma questão de deixar livre. Talvez não. Só sei que as pessoas não são objetos e sempre me impressiona a capacidade que temos de pensar que as pessoas são propriedades. Como terras ou bicicletas. E que podemos fazer delas o que queremos. Como quando estamos no jardim de infância e brincamos com massinhas de modelar. Deixamos as pobres com a carinha que queremos. Mandamos que sejam árvores, casa ou avião e elas são. Ordenamos que sejam óculos, máscara e bonequinhos e elas são. Pensamos que as pessoas são assim também e que vão obedecer a todos os nossos desejos e que vão fazer o que queremos. Vai ver a culpa é da professora do pré e das suas massinhas. Só sei que pessoas não são massinhas de modelar. Têm vontades, desejos, pensamentos e alma. Pessoas são pessoas e não adianta querer que elas sejam como queremos que elas sejam. Pessoas só obedecem a si mesmas e, para serem avião, casa ou máscara, elas mesmas têm que querer. Porque somos nossa massinha e nosso próprio escultor. E não adianta tentarmos modelar os outros porque nunca dará certo. Só temos o dom de mudar a nós mesmos.
Mas por que insistimos em seguir pensando que pessoas são nossas massinhas de modelar?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sem vergonha de ser quem se é

Ela não tinha medo ou vergonha de ser ela mesma. Sabia perfeitamente todos os seus defeitos. Sabia que era meio torta e meio errada. Às vezes, muito desajeitada. Sabia que era constantemente incompreendida e mal interpretada. Mas tinha muito orgulho de ser quem era.

(Desculpas sinceras por ter sumido e por não estar comentando nos blogs que eu amo e em todos os que passam por aqui, estou super corrida e sem tempo. É uma desculpa esfarrapada, eu sei. Mas é a mais pura verdade. Juro que volto assim que possível. Peso na consciência.)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Um daqueles dias...


Ela era mulher o suficiente para assumir seus erros e lidaria com as consequências, fossem elas quais fossem.
Talvez fosse só mais um dia ruim. Talvez fosse um daqueles péssimos dias que têm o poder de mudar todo o rumo em que se seguia. Talvez ele passasse logo. Talvez nunca saísse das três e quinze da tarde. Talvez ele destruísse todos os sonhos que ela sonhava recentemente. Ou talvez as coisas se acertassem. Talvez não.
Só o que ela sabia é que pagaria para ver. E de cabeça erguida.

sábado, 29 de agosto de 2009

Ela II


E ela vivia em êxtase, desde então. A tão sonhada liberdade, o conhecimento de si mesma, a auto-aceitação. Vivia de cidadela em cidadela, na estrada, com a mochila nas costas cada vez mais cheia de bagagem, mas, incrivelmente, cada vez mais leve. Dormia ao relento, com os olhos fechados vendo as estrelas. As mais belas, claro. Cada dia uma (ou mais) estrela nova brilhando no fundo dos olhos. Fazia sol dentro dela.
Sorria. Simplesmente sorria. Não importava o dia, a hora ou o lugar. A companhia, a fala ou o silêncio. Apenas sorria. Feliz. Completa.
Claro que o caminho reservava algumas curvas perigosas e bifurcações, trifurcações, quadrifurcações... Mas ela confiava em si mesma e no instinto para escolher os melhores passos. E, caso errasse, não custava nada retroceder e recomeçar. Não há mal algum em errar! Tinha sempre a certeza de que nunca se perderia a ponto de não poder recomeçar.
Às vezes, parava erguia os olhos aos céus e apenas contemplava. Quão maravilhoso é o universo!
Tinha dias que caminhava acompanhada. Mas sabia que, no fundo, sempre acabaria só. Não de um jeito triste, não solitária, afinal, sempre se pode juntar o caminho ao de alguém por algum tempo, mas sozinha, acompanhada apenas de si mesma, porque o caminho de cada um é sempre único e ninguém percorre o mesmo caminho que a gente. Se percorre, é porque não sabe se aventurar. Não tem coragem. E isso é triste.
Agora ela entendia. Compreendia que cada um tem o seu caminho e que não adianta tentar convencer ninguém a andar atrás da gente, repetindo as mesmas escolhas. E, mesmo que alguém venha exatamente atrás da gente, os pés não pisarão nas mesmas pedras. Mas que chato deve ser copiar o caminho de alguém! Não ter a coragem necessária para colocar a própria mochila nas costas e seguir. Escolher.
Ela encontrou pessoas perdidas. Mas não soube lhes indicar a direção. Arriscava alguns palpites, mas sabia que a escolha final não era dela. Como demorou a entender isso!
Encontrou também pessoas arrastando outras pessoas pela corrente. Achou triste. Cada um deveria poder escolher para onde quer seguir. Mas tem gente que, simplesmente, não liberta o outro. Ou não se liberta.
Ela se libertava, pouco a pouco e cada vez mais, de todas as correntes que a prendiam. A maioria ela percebeu que foi ela mesma quem se infligiu. Ela mesma se acorrentou. Mas agora ela sabia apenas do seu caminho. Sabia de onde vinha e do que a influenciava. Sabia quem tinha mais peso em suas escolhas e compreendia o porquê de suas decisões.
Ela estava leve. Segura.
Às vezes chovia. Tinha dias em que não havia sol. Mas ela pegava seu guarda-chuva vermelho e seguia mesmo assim. E, quando nem o sol de dentro amanhece, ela acende uma luz artificial. Não tem a mesma força e não dá a mesma energia, mas impede que a escuridão total a tome. Ela não vai permitir que nenhuma chuva ou escuridão faça com que ela pare para sempre. E ela sabe que tem a força para isso. Ela sabe que todos temos. Ela é livre. Tem a alma livre!

O vestido ainda esvoaçava e ela ainda corria. Mas também andava. Dormia tranquila, sob e sobre as estrelas. E sorria. Sim, ela sorria!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Ela


E ela abraçou toda aquela vontade de viver e todos aqueles planos perfeitamente editados e tão facilmente mutáveis! E colocou tudo isso na bagagem e sorriu. Pôs a mochila nas costas e correu de encontro ao sol das manhãs floridas e perfumadas. Feliz, enfim. Completa. Volátil, efêmera, insegura. Mas segura e decidida a mudar o rumo da sua própria história. Ela sabia, agora, que é a única dona do próprio destino.

E o vestido colorido esvoaçava enquanto ela corria. E o vento lhe tocava os cabelos e lhe fazia cócegas. E as manhãs ensolaradas nunca foram tão bonitas. E ela sorria.

Você que faz seu próprio caminho.


Não espere por um milagre. Não ache que mágica vai mudar sua vida. Se você quer ser diferente, se quer mudar algo em sua vida, mude você. Porque mudança verdadeira é só se vier de dentro da gente mesmo.
No final das contas, nessa vida é mais importante o amor que sentimos por nós mesmos. O resto todo é efêmero.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Não é um texto religioso

Até porque, eu não sou religiosa.
Esse é um texto para quem crê.


Eu creio em uma Energia Superior, em um Ser Supremo, em alguém acima de mim, de nós. Chamo isso de Deus porque fui criada para pensar Nele desse jeito, mas dê você o nome que quiser, não acredito que Ele se importe com nomenclaturas.
Hoje quero agradecê-Lo por todas as bênçãos que tem derramado na minha vida, por todas as coisas que tem me feito enxergar e por me mostrar que não adianta esperar que Ele me mude em um passo de mágica, que essa mudança tem que vir de mim, de dentro. Ele só pode me auxiliar, me mostrar o caminho. Eu é que tenho que percorrê-lo.
Ele vai estar ao meu lado, vai me estender a mão quando eu precisar, vai me consolar quando eu chorar e vai me ajudar a levantar quando eu cair. Mas EU é que tenho que caminhar, eu é que tenho que levantar, eu é que tenho que trilhar cada metro, cada centímetro desse caminho. Eu é que tenho que ter forças para chegar até o fim.
E cada passo é uma vitória e eu não conseguiria sem Ele. Mas Ele não me leva no colo, não é Ele quem faz o esforço. As pernas são minhas e eu é que escolho se quero ou não seguir para o melhor destino. Ele vai estar ao meu lado e vai me alertar se eu for por trilhas duvidosas. Mas sou eu quem vai escolher por onde andar.
Ele vai estar comigo e vai me ajudar a dar a volta por cima toda vez que eu sair da trilha ou me perder. Mas são as minhas pernas que vão andar. Eu que preciso colocar um pé na frente do outro, eu é que vou ter que superar os obstáculos, eu que vou ter que desviar dos buracos, eu é que vou ter que atravessar riachos e rios, eu que vou ter que me agarrar às pedras. Ele não vai me colocar nos ombros.
Mas quando tudo estiver difícil demais, Ele vai estar ao meu lado, vai me abraçar e vai me ajudar a ter forças para continuar.
E quando tudo estiver plano e bonito e o sol estiver brilhando forte, Ele vai me dar a mão e vamos cantar juntos, exultando de felicidade.
Mas sou eu quem vai andar e superar os desafios. Eu que tenho que lutar para chegar ao destino final. Ele já chegou lá, Ele já chegou a todos os lugares, Ele é o Senhor das coisas, do tempo e do espaço. Eu preciso trilhar meu caminho, ganhar meu espaço, fazer com que meu tempo valha a pena e que as coisas que eu conquistar sejam boas e valiosas.
Ele vai estar sempre ao meu lado, não importa que eu Lhe vire as costas. Ele vai estar ali para me acolher quando eu me arrepender e voltar chorando para Seus braços.
Mas Ele não pode trilhar MEU caminho por mim. Ninguém pode.
E eu demorei muito para entender isso. Mas agora eu entendi. Cada um tem um caminho a trilhar, um caminho que se escolhe durante a vida. Ele não é fácil, ele não é seu amigo, ele não é complacente. Mas ele é o seu caminho e é você quem determina se ele será bom ou não.
A felicidade alheia só incomoda quando quem não está de bem com a vida é a gente.




(Ou quando não gostamos do alheio em questão, mas isso é só um parêntesis)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Vamos à luta?


Sonhos, sonhos, sonhos... Sonhar é fácil! Quero ver quem é que sai por aí atrás deles.
Temos a mania de esperar que as coisas caiam do céu (de preferência, direto no nosso colo que é pra não termos que levantar), mas não é assim que funciona.
Nada na vida acontece por milagre e precisamos MESMO é ir à luta e batalhar pra conseguir o que se quer. Então, quê é que você tá fazendo aí com essa bunda colada na cadeira?

(Estive sumida por motivos de saúde, mas não peguei a gripe do porquinho não)

Sei lá, eu estive muito perdida e andei desorientada por muito tempo. Acho que tudo porque não tinha coragem pra encarar o que eu quero. Ou porque tinha medo de deixar para trás muito do que eu tenho. Mas a vida é feita de escolhas e a gente sempre perde e ganha coisas aqui e ali. Nós é que precisamos decidir com que consequências estamos preparados para lidar e quais não podemos suportar. Só não se pode perder tempo demais na escolha, porque aí a vida passa e a gente nem vê.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Minha palavra


Num dado momento do livro Comer, Rezar, Amar (ótimo, por sinal), um dos amigos da protagonista afirma que cada cidade pode ser definida com uma única palavra. (Roma, por exemplo, seria sexo.) Uma amiga, depois de ler esse livro, perguntou qual seria a minha palavra. Na época, não soube responder. Eu era uma ebulição de milhares de sentimentos, um mais marcante que o outro. Não soube escolher qual era mais definidor na minha vida.
Agora eu sei.
Se eu tivesse que definir com uma única palavra, não só a mim, como a minha vida, a palavra seria
perdida.

E você, qual a sua palavra?

sábado, 1 de agosto de 2009

Aceite-me


Aceite-me assim, como sou.
Imperfeita, incompleta, errada.
Irritante e irritada.
Aceite-me assim. Por que é tão difícil, afinal?
Receba-me errada, receba-me torta. Receba-me.
Abrace-me.
Cansei de tantas discussões. Chega.
Aceite-me, enfim.
Apenas me aceite.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Abraçamo-nos?


Vem cá e me dá um abraço. Não fuja de mim. Só quero esse seu carinho, esse seu corpo quente enroscado em mim.
Vem cá e me dá um abraço?



(Mas, por favor, pode ser agora?)

domingo, 26 de julho de 2009

Aquela vontadezinha...

Começa a surgir aquela vontadezinha. Aquele desejo, aquela saudade. Bem lá no fundo, ela está nascendo. Avessa a tudo o que acredito, avessa a todos os meus pensamentos. Mas ela vem vindo. Sorrateira. Sussurrando palavras bonitas no escuro. De vez em quando, me vem um vislumbre. Ou do que poderia ter sido, ou do que será. Do que já foi. Uma cena. Um toque. É novamente ela me seduzindo, me conquistando. É ela, a vontade. Ao contrário de tudo o que quero, ou digo querer (como queira) ela sussurra e me tenta. Ela me consome aos pouquinhos. Vem do fundo, do âmago, de onde penso que sei mas não sei.
É aquela vontade de ter alguém.
Vai ver, é tudo culpa do frio.
Cat Power (adorei).






Às vezes a gente só tem vontade de ter alguém. Não sei, deve ser porque eu vivo no mundo da fantasia. Não, não tem que fazer sentido pra você.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Estou aqui.

Encontre-me aqui onde as palavras terminam e onde começa o silêncio interminável de nós dois. Te espero. Uma borboleta nos cabelos e um sorriso tímido nos lábios. Nas mãos, uma flor. Encontre-me ali onde a felicidade está apenas a um passo. Encontre-me onde somos apenas um. Onde as folhas caem mais devagar e a brisa suave refresca as manhãs. Onde a primavera não tem fim e o sol brilha mais forte.
Procure-me.
Encontre-me.

Espero há tanto tempo!

O doce sabor da vingança


"Não vem bancar a louca.
Não adianta pirar.
Foi você quem me usou e depois me pediu pra nunca mais voltar."

(A Louca)

As pessoas de bom coração que me desculpem, mas a vingança tem um gosto muito doce. Olhar bem nos olhos daquele que te fez sofrer até, que foi um cachorro, que te enganou e sorrir, sabendo que ele resolveu te querer agora, mas que você não tem mais o menor interesse é IMPAGÁVEL. Pode olhar, meu bem. Pode querer. Pode tentar. Aqui você não tem mais moral não. Não mesmo.

Vou até copiar, sente só:
Vestido curto - 150,00.
Meia calça - 35,00.
Bota de cano alto - 180,00.
Olha pra cara daquele idiota babando por você: NÃO TEM PREÇO.

Vou indicar aqui uma música BREGA que ouvi essa semana, mas que ilustra bem o momento: Vê se cresce - Luna. (Porque eu estou podendo me achar um pouquinho, vai...)

(Desculpem o papo-mocinha, mas é que eu TINHA que contar essa.)

(Affe, quanto ego!!!)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ela e a mochila

Talvez tenha sido porque reviu aquela amiga de outros mochilões. Talvez, tenham sido as fotos da Europa. Talvez, tenha sido só saudade da estrada mesmo.
O fato é que as costas pediam a mochila, os pés pediam liberdade e um grito ficou abafado dentro do peito.
Ah, que saudades daquela sensação! Os lugares para explorar, as pessoas para conhecer, a falta de rótulos, o desconhecido, a novidade, o sorriso, as fotos em preto e branco.
Ah...

sábado, 4 de julho de 2009

Sol e Lua


Ela era uma menina de doces sonhos inocentes, que trazia o mundo dentro do peito. Sempre fora diferente. Inconstante. Intensa.
Abrigava todos os sonhos do mundo dentro daquele peito. Um coração imenso. E, ainda assim, pequeno para tantos anseios. Tantas vontades. Tanta inconstância. Ela era borbulhante. Um caldeirão de emoções. Uma constante ebulição de sentimentos.
Ele era lindo. Aos olhos dela.
Mais do que isso. Era de tirar o fôlego. Tinha aquela beleza exótica e hipnotizante que só os rapazes que amamos têm a capacidade de ter. Ou os astros de cinema.
Encontraram-se em uma tarde ensolarada em um parque qualquer de uma cidade qualquer. Improvável. Mas aconteceu.
Ela, com um vestido de flores.
Ele, taciturno.
Sempre tão sério, sisudo e sombrio.
Ela. Um raio de sol.
Ele. Um buraco negro.
E, tão improvável como previsível, apaixonou-se perdidamente. Ela. Mas sol e lua nunca poderiam conviver por muito tempo no mesmo céu.
Ela era o dia e ele a noite. Ela era a inconstância de todas as coisas. Ele era o universo controlado de quem alimenta vícios. Aquele cuja melancolia é o combustível para continuar vivendo. Uma daquelas pessoas que se alimenta de tristeza. Que acredita que o mundo é um inferno e que a solidão é o remédio. Era um solitário.
Como dois ímãs, atraíam-se mutuamente. Mas também se afastavam da pior forma possível.
Ela não desistiria. Nunca. Era forte e determinada. Pronta para lutar por ele mesmo que isso custasse seu próprio coração. Sua própria vida.
Lutadora. Era o que ela era.
Mas as diferenças eram latentes. Ela era, afinal de contas, um raio de sol. Ele, o oposto.
Acho que as coisas terminaram daquele jeito terrível porque ele nunca se deixou iluminar. Nunca quis sair da escuridão. Agradava-o ser o homem soturno e indecifrável. Aquele que cheira a vodca e tabaco. Aquele em quem os vícios falam mais alto. Era quase uma felicidade ser aquele dominado pela dor. Era um modo de vida.
E, depois de se fazer em pedaços tantas vezes, depois de recolher seus cacos no chão tantas vezes, ela não quis mais. Ela não estava desistindo e sabia disso. Foi ele quem desistiu de si mesmo. Ele quem abriu mão de tudo o que era e poderia ter sido por não ter a coragem de se permitir ser feliz.
E foi em uma tarde chuvosa em um parque qualquer, em uma cidade qualquer, que ela disse adeus. Virou as costas e seguiu com seu vestido branco de flores coloridas. Deixou para trás todas as conversas frias em madrugadas mais frias ainda. Esqueceu o gosto do sexo com ele. E também o amargo da solidão depois, na cama vazia. Sozinha. Abandonou toda a melancolia. Recolheu seus pedaços espalhados pelo chão uma última vez. Secou as lágrimas. Colou-se. Retomou seu brilho de raio de sol, colocou uma flor nos cabelos e foi. Disse uma única frase. Triste por ele. "Essa tristeza é o seu ópio."
E ele ficou parado. Em baixo da chuva. Com uma garrafa de whisky. Vendo se afastar, em baixo de um guarda-chuva vermelho, provavelmente sua única chance de ser feliz.

* Trecho de um conto sem título ainda que estou escrevendo. A personagem principal foi inspirarada nela.

Perguntas de uma mente insana.


Minha mente é enlouquecida e vive pensando sozinha. Às vezes, acho mesmo que ela tem vida própria. Por isso, venho aqui compartilhar algumas das milhões de perguntas que vivem me rondando. Se alguém tiver boas respostas, estou aceitando de muito bom grado.

1. Por que os homens só pensam em sexo? (Tudo bem, sexo é bom, mas precisa mesmo querer só sexo e não ligar no dia seguinte?)
2. Por que mulher tem que ter o corpo perfeito?
3. Fala sério, os homens reparam mesmo?
4. Aquele cara que falou que vai te ligar, vai ligar mesmo?
5. A humanidade caminha para a bissexualidade?
6. Por que cerveja combina com cigarro?
7. Tatuagem impede mesmo a gente de conseguir um emprego?
8. Existe vida após o casamento?
9. Por que é tabu mulher viajando sozinha? E saindo sozinha? E dançando sozinha? E no cinema sozinha?
10. Por que toda mulher sexy tem fama de biscate?
11. Por que meu computador tinha que pirar bem essa semana e me deixar longe do blog por tanto tempo?
12. Por que as pessoas estão cada vez mais falsas?
13. Quem inventou a Lei Seca é alccólico anônimo?
14. Se nada gruda no teflon, como o teflon gruda na panela?
15. Existe vida após a morte?
16. De onde viemos? (Essa pergunta pode enlouquecer qualquer um)
17. Quando começou o tempo? (Essa também)
18. Por que ficar sem almoçar dá dor de cabeça mesmo quando a gente come um lanche bem grande e gordo?
19. Por que é que os malditos dos pêlos nascem depois de depilados? Não perceberam ainda que NÃO OS QUEREMOS???
20. Quem foi o idiota que resolveu mudar as regras de Português depois que eu já saí da escola tem anos???
Affe.
Vou ficar louca...

sábado, 27 de junho de 2009

Borboletas


Eu cultivo borboletas.
Borboletas no estômago é o que eu tenho.
Elas vêm sempre que a tarde prevê uma emoção, ou sempre que a vida fica mais empolgante.
Eu cultivo borboletas no estômago e elas me visitam, dia ou outro, em forma de lembranças ou de novidades. Elas me animam. Arrastam-me da monotonia e me predizem algum sorriso.
Na verdade, nem sempre elas trazem um sorriso, mas eu prefiro pensar que é o que vão trazer.
Tem vezes que elas estão tão incontroláveis, que chegam a me desconcertar. Fecho a boca e fico com medo que elas escapem e eu me torne, para sempre, a garota que fala borboletas.
Fecho os olhos e respiro bem fundo, peço que se controlem, que não me façam de louca.
Às vezes, elas me escutam. Mas não é sempre não.
Às vezes, elas batem tanto as asas e se esbarram tanto umas nas outras, que chega a doer.
Mas as minhas borboletas me animam o dia e eu não as trocaria por nenhum buraco vazio.
Elas dão aquela sensação inevitável e calorosa, sabe?
Aquela sensação de que estou viva.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Vrum!

Estou tão atolada de trabalho e sem tempo, que nem sei mais o que é respirar.


Quanto mais o que é blog.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Pingando e fluindo por aí


Eu ando fluindo por aí.
Nada de estradas retas e asfaltadas, a vida é um imenso fluir. Somos líquidos que se misturam, se separam e, como líquidos que somos, sempre deixamos um pouco em quem tocamos e levamos um pouco desse alguém também. Somos nós mesmos na maior parte, mas temos um pouquinho de cada um que já cruzou nosso caminho.
Vejo o mundo como uma imensa bola fluída, cheia de cores e sabores e (por que não?) amores. Somos todos um pequeno pingo, um minúsculo pingo nisso tudo. Mas somos. E o mundo estaria menos colorido, menos saboroso, sem nós. Somos insignificantes, mas, ao mesmo tempo, tão grandes! O mundo é um mar de gente mesmo.
Sou um pinguinho. Sei disso.
Um pinguinho quase invisível.
Mas sou.
E, como pinguinho que sou, viajo a todo canto de mar que posso e encontro o máximo de pinguinhos que conseguir.
Sou uma gota.
Um pinguinho de gente, quase um nada.
Mas, quase como Fernando Pessoa, tenho em mim todos os cantos do mundo.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Vinho e poesia


Livre, livre, livre.
Sou leve, leve como o vento, como a pluma. Como a pluma ao vento.
Não me atrevo a escrever poesia. Atrevo-me, porém, a fazer poesia.
Faço poesia da vida, da saudade, do sorriso.
A poesia feita pela vida flui leve, flui solta. A poesia no papel não combina comigo. Ela não sai de dentro de mim, não importa o quanto rasgue o peito ou roa as unhas.
Poesia é mais do que versos rabiscados no papel. Poesia é mais do que rimar palavras. Poesia é mais do que metrificar as frases.
Poesia é viver sem medo. Poesia é enfrentar a verdade de cabeça erguida. Poesia é saber viver com leveza, saber aproveitar a vida, saber abarcar o mundo todo num abraço.
Poesia é mais do que prosa.
Sou poesia, somos todos poesia.
Poesia pura, poesia de vida, poesia verdadeira.
Somos todos poesia. Umas mais leves, outras mais carregadas das dores da vida.
Mas somos todos poesia.

Sim. Somos poesia.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Se foi com o vento. Ufa!


Eu fiquei esperando aquela melancolia e aquele sofrimento. Eu fiquei esperando a dor, o arrebatamento. Mas nada disso veio. Parei um instante, surpresa. Temerosa. Respirei fundo e pensei nele. Nada. Simplesmente NADA. Como é possível? Quando aconteceu? Não vi. Pensei de novo, só pra garantir. Nada outra vez. Não, não é possível, refleti. Apelei. Usei aquela imagem mais forte de desprezo, aquela que eu sempre me negava a pensar. Abri um olho, depois o outro, esperando. Nada. Nadinha. Sorri. Sorri muito alto. Gargalhei. Senti que me elevava um pouco do chão. Olhei pra baixo, assustada. Não, meu corpo não estava voando. Eram as asas de dentro.

Choveu poesia


Hoje à noite choveu. E a cidade estava tão bonita com suas luzes coloridas e a água que caía! Achei que tudo era belo e sorri. Eu vi poesia. Eu vi poesia...

domingo, 14 de junho de 2009

A tênue linha entre pensar e escrever

Às vezes, eu fico no limiar da inspiração. E aquele texto tão bonito que era pra vir, chega pertinho, quase brota. Mas não vem.

Converso comigo mesma. E isso me faz bem.

Eu me adapto bem à solidão. Não tenho medo de ficar sozinha porque sei olhar no espelho e dizer a mim mesma que sou a pessoa que mais amo nessa vida. Não temo a falta de pessoas. Tenho mais medo é de me sentir só em meio a uma multidão. Comigo, sei que estou em boa companhia. Eu sei me amar.

Sorrisos

Eu amo a capacidade que você tem de me fazer sorrir.

Tenho altos e baixos, mas nada abala o poder que ela tem de me arrancar sorrisos. É amizade, acima de tudo.
Te amo, mãe.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Sobre risadas puras no mercado

Às vezes, os grandes acontecimentos não são nada como esperávamos e são as pequenas coisas que fazem nosso dia valer a pena.

domingo, 7 de junho de 2009

Madame Paloma - tarot e numerologia. Traz o amor em 3 dias.

Parece que todas as pessoas em volta de mim estão apaixonadas.
Ou saindo de um relacionamento.
Ou saíram há pouco.

E eu sou perita em conselhos amorosos.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Mantendo-me zen


A gente tem a mania de se deixar afetar pelo que os outros falam. Eu, pelo menos, me afeto. Mas estou com um novo pensamento (minha psicóloga chama de re-significar. Eu chamo de mantra mesmo): 'você não vai estragar o meu dia porque eu não te dei essa permissão'.
Não funciona todas as vezes, mas ajuda.
Eu tento entender (chamaria mais de 'me convencer a mim mesma') que eu não controlo as atitudes dos outros, mas que eu controlo as minhas. E que, se eu não permitir que a pessoa me afete, ela não vai me afetar. Eu busco (bem no fundo do meu âmago. Bem no fundo.) a força de vontade necessária para driblar esse estresse, para não perder o controle por pouca coisa (e, consequentemente, não socar a cara de nenhum indivíduo sem noção).
E isso ajuda!
Eu aprendi que não posso controlar o quê e como as pessoas vão falar, mas que eu posso controlar o quê e como eu vou falar. Aprendi que não posso mudar as pessoas e que perder a paciência (e bater em qualquer idiota que cruzar meu caminho) não vai me levar a lugar nenhum nem vai mudar situação alguma. Aprendi que eu posso barrar o que ouço exatamente no ouvido e que nada tem o poder de me afetar, de chegar ao meu coração, se eu não permitir.
Não estou dizendo que é fácil, é um exercício diário.
(E sempre tem aqueles dias de guarda baixa, aqueles momentos de tristeza, a TPM, etc.)
Mas eu tenho o poder necessário para não me deixar afetar pelo que os outros falam.
Eu tenho o controle sobre a minha vida e não posso deixar que os outros tentem me colocar para baixo. Eu não permito que façam isso comigo.
Afinal, da minha vida, cuido eu. =)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Permita-se!

Permita-se e seja mais feliz.
A gente perde muito tempo com bobeiras e frescuras.
Permita-se. A vida é curta demais pra tanto charminho.
Permita-se e vá atrás do que você quer.
De uma hora pra outra, tudo pode acabar e o que você vai ter levado de bom dessa vida?

Hahahahahahahahahahahahaha!

E eu achando que era imatura...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dá o que se pensar...

Acho essa frase da Clarice Lispector (amo) emblemática:

"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."

Frase do dia

"Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraca para entrar."
(Caio F.)



[O sucesso dos blogs amigos.]

domingo, 31 de maio de 2009

Última vez que te dedico um post. Última.

"Penso, com mágoa, que o relacionamento da gente sempre foi um tanto unilateral, sei lá, não quero ser injusta nem nada - apenas me feriram muito esses teus silêncios."
(Caio F.)

Estamos perdidos

Sempre achei que eu fosse imatura. Que não soubesse lidar com a vida, que não estava pronta para enfrentá-la. Realmente, isso é um pouco de verdade.
Mas comecei a reparar nas pessoas da minha idade, os de meu convívio, e percebi que a maioria deles não está pronta.
Acho que todos somos uma geração meio perdida.
Nossos pais lutaram com as caras pintadas, nossos avós enfrentaram a ditadura, nossos vizinhos foram para a guerra. E nós? Nós temos tudo pronto, tudo na mão, tudo simples e fácil.
Não temos que lutar por nada, não temos músicas de união e revolução, não temos censura descarada, não precisamos nos esforçar para conseguir as coisas.
Acho que é por isso que somos uma geração tão perdida. Tão sem sonhos, sem ideiais, que não sabe o que quer, de onde vem nem para onde vai.
Tudo é muito fácil, não precisamos reinvidicar nada.
Somos um bando de perdidos...
Nós sim somos a geração coca cola...

Não dá pra se livrar de você mesmo...

O melhor encontro que se pode ter é com você mesmo.
Às vezes, precisamos parar um pouco e olhar para dentro. Fecho os olhos e enxergo meu interior. Respiro fundo, sei que a pessoa que mais amo sou eu mesma. Entendo que eu sempre estarei do meu lado, não importa o que aconteça e que eu sempre vou estar aqui para mim mesma, eu sempre vou poder contar comigo.
Passar um tempo consigo é o melhor presente que podemos dar ao nosso amor próprio.
Se abrace. Se olhe no espelho. Sorria.
Sinta que você está do seu lado e que você é, acima de tudo, sua melhor companhia.
Porque, se você não consegue conviver com você mesmo, com a pessoa que está 24h ao seu lado, não importa o que aconteça, você tem sérios problemas, colega...

sábado, 30 de maio de 2009

Me descabela

Disritmia
Martinho da Vila

Eu quero
Me esconder debaixo
Dessa sua saia
Pra fugir do mundo
Pretendo
Também me embrenhar
No emaranhado
Desses seus cabelos
Preciso transfundir
Seu sangue
Pro meu coração
Que é tão vagabundo...

Me deixa
Te trazer num dengo
Pra num cafuné
Fazer os meus apelos...(2x)

Eu quero
Ser exorcizado
Pela água benta
Desse olhar infindo
Que bom
É ser fotografado
Mas pelas retinas
Desses olhos lindos
Me deixe hipnotizado
Pra acabar de vez
Com essa disritmia...

Vem logo
Vem curar seu nego
Que chegou de porre
Lá da boemia...(2x)

Eu quero
Ser exorcizado
Pela água benta
Desse olhar infindo
Que bom
É ser fotografado
Mas pelas retinas
Desses olhos lindos
Me deixe hipnotizado
Pra acabar de vez
Com essa disritmia...

Vem logo
Vem curar seu nego
Que chegou de porre
Lá da boemia...(6x)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Faça a felicidade correr o mundo


A felicidade está nas mínimas coisas.
Sorria, cante, reze, dance. Permita que a sua felicidade se irradie pelo maior número de quilômetros e pessoas possíveis. Contagie quantos você puder, toque, abrace, ame.
Faça a felicidade crescer, andar, circular, rodar o mundo.
Assim, quando você estiver triste e tudo parecer sem sentido, quando você não tiver mais esperança, quando você menos esperar, de um jeito ou de outro, ela volta pra você.

Se você fizer com que ela rode o mundo, ela vai te encontrar de novo. Tenho certeza.

(Recomendo esse vídeo que o blog não quis me deixar postar.)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Pequena prece sobre boas ideias

Senhor, eu peço de todo o meu coração: a próxima vez que for me dar uma boa ideia, faça-a chegar de manhã. As que vêm de noite me dão insônia...
Amém.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Bom dia!


"Caminhando e cantando e seguindo a canção...
Yeah yeah yeeeeeeeeah!"
Bom dia!
Vamos começando o dia com muito ânimo!
(Sabe-se lá de onde você vai tirar esse ânimo, porque eu, pelo menos, estou quase dormindo em cima do teclado).
Vamos nos animar e colorir a vida com muita força de vontade!
E blábláblá.
Aqui está chovendo.
Ótimo dia a todos!

(isso aqui já está quase um twitter)

terça-feira, 26 de maio de 2009

Como assim?

Gente, estou impressionada com o fato de que eu estava realmente tendo comentários nesses posts. Ontem parei uns minutinhos para reler os últimos 10, os que ficam na página inicial. Acho que tenho que agradecer a paciência dos que me aturaram essa semana, eim?
Nossa, por favor!
Só sei falar de 'eu quero você', 'você não me quer', 'olha pra mim'. Laiá!
Que bom que eu fiz isso. Reparei o tanto que minha vida está girando em torno de uma decisão por não ficar mais com o indivíduo. E as leituras de vocês também. Affe.
Que depressão!
Já está na hora de seguir em frente. Aliás, já passou da hora.
Chega de depressão, coração em pedaços e tudo mais. Credo.
Enquanto eu permitir que isso me afete, não vou me livrar dessa dor nunca. Chega.
Já está na hora de retomar minha vida.
Sai pra lá, depressão!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Começando com o pé direito


"Lá fora ninguém vai te querer como eu te quero.
Eu tenho verdadeira paixão,
Ah, como eu te quero!
"

Vamos começar o dia com um sorriso no rosto.
Vamos começar o dia esperando que seja o melhor possível.
A felicidade vem de dentro da gente.
Quando pensamos só nas coisas ruins, é só isso que vamos atrair.
Vamos começar o dia de bom humor, com o pensamento positivo, esperando que a felicidade nos acompanhe.
Vamos fazer o possível pra sermos felizes hoje.
Custe o que custar...

"A fila andou, eu te falei.
Não deu valor, como eu te amei.
Agora chora,
Já me perdeu, boa sorte, vá embora.
A fila andou, eu te falei.
Não deu valor, como eu te amei.
Agora chora,
Você já me perdeu, tô fora."

É tão mais fácil na teoria...


"Se você perdeu o seu amor e está magoada,
Por coincidência, eu também gostei da pessoa errada.
De repente, no final da noite, a gente acha o caminho.
Estamos mesmo sozinhos, estamos mesmo sozinhos."

Eu só queria que existisse uma mágica que fizesse a gente esquecer o cara errado.
E que toda vez que tocasse aquela música eu não lembrasse dele. E que olhar pra ele não doesse. E que eu não pensasse nele a cada dois segundos do meu dia. E que todos os meus sorrisos não fossem pra ele. E que eu não esperasse ansiosamente todo dia a hora de encontrar com ele de novo.
Todo mundo passa por isso.
Todo mundo já teve o coração quebrado.
Todo mundo já sofreu por amor.
É fácil dizer pra mim mesma que o dia de fossa já passou, que a fila andou.
Colocar tudo em prática é tão mais difícil, não?
E dói.
Eu sei que vai passar. Eu sei que vai parar de doer, eventualmente. Eu sei que vou parar de pensar em você. Eu sei que vou parar de te querer. Eu sei que vou gostar de outro cara. Eu sei que vou me apaixonar de novo. Eu sei de tudo isso.
Mas ainda dói.
E não é pouco.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Um dia de fossa

Pra mim, todo mundo tem direito a um dia de fossa.
Mas a UM só.
O meu foi ontem.
Ouvi música triste, matei aula, comi chocolate, chorei.
Agora passou.
Já coloquei pra fora o que me doía, agora é hora de pôr as coisas nos seus devidos lugares, a vida nos trilhos. Eu me permiti um dia de parada, um dia de descanso, um dia de sofrimento.
Agora é hora de seguir em frente, esquecer o passado, parar de sonhar com o que não foi, sacudir a poeira, recuperar o amor-próprio, pegar a dignidade do chão, aprumar os ombros, erguer a cabeça, respirar fundo, colar o coração e recomeçar a caminhada.
Não tem jeito, tem dias que a dor pesa mesmo e a gente precisa parar e chorar um pouquinho, enfrentar o luto, deprimir e tomar sorvete direto do pote.
Mas a gente não pode se permitir afundar nessa tristeza.
A minha, já deixei pra trás.
Eu vejo ainda uma sombra dela que insiste em caminhar do meu lado, em me seguir.
Mas ela fica cada vez mais pra trás.
Já chorei o suficiente pelo que não foi. O que me permito chorar em situações assim. Esgotei as lágrimas para ele já.
Agora, só me resta aquele sorriso de lábios cerrados, com aquele olhar meio triste, meio conformado. Mas, ainda assim, um sorriso.
Minha alma está leve. Enfrentei meu luto. Assumi o que sinto.
Agora, é hora de deixar tudo isso para trás e tentar de novo. Ser feliz.
Foi como um ritual.
Só ficou uma imensa paz de ter, enfim, assumido toda a tristeza que me consumia. O que me sobrou foi essa paz, esse silêncio, essa consciência de que as coisas caminham, enfim, para um final.
E feliz.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Fingir que não vi não funcionou. Doeu mais quando eu realmente olhei.


"I'm lying here on the floor where you left me
I think I took too much
I'm crying here what have you done?
I thought it would be fun"
(Just Like a Pill)

Por que a gente se engana tantas vezes?
É bem pior quando abrimos os olhos.
Por que abri os olhos?
Não doía quando eu fingia que não sabia de nada.
Não doía quando eu não falava em paixão.
Não doía quando eu não tocava esse sentimento.

Eu era mais feliz de olhos fechados.

Ouvindo Here with me - Dido. Música de fossa. (pelo direito a um dia de fossa. mas só a UM dia)

Tem dias...

Tem dias que tudo dói, não é?
(E não estou falando daquele dia depois de ontem, quando você se acabou na academia).
Estou falando de dias em que a gente sente tudo mais intenso. Daqueles dias em que dói aqui dentro porque você não tem ninguém. Dói aqui dentro, porque aquele alguém que você quer tanto, não te quer.
Não é sempre que é assim. São dias que vêm e vão. São poucos dias.
Mas, quando eles vêm, acabam com a gente. Qualquer restinho de amor-próprio se acaba em cima do teclado.
É, tem dias que estar apaixonado é mesmo uma agonia. Uma agonia filha-da-puta que destrói a gente por dentro.
Tem dias que a saudade mata.
Saudade do que não foi.

Tem dias que te ver é tão difícil!
Tem dias que saber que você não se importa dói tanto!
Tem dias que manter a minha escolha de ficar longe é quase impossível.
Eu tento lembrar porque.
Eu tento.
E é só o que eu faço.
Estou completamente destruída por dentro hoje.
Mas é só hoje, vai passar.
Amanhã, volto com força e vontade. Amanhã, ergo a cabeça, dou a volta por cima, não te vejo.
Mas hoje...
Hoje...
Ah, hoje!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Nem te olhei

Hoje eu te vi.
Tudo ainda está muito forte e latente dentro de mim.
Mas cansei de você e das suas mentiras.
Virei-me e fingi que você não estava me olhando. Me senti um trapo.
Mas agora me sinto bem.

É, me sinto mesmo bem.

Nada de irritações


Às vezes eu me irrito.
Às vezes eu me irrito com a capacidade das pessoas em serem sem noção. Tipo aquela conhecida que se oferece pra ir nos lugares com você e a sua turma. Ou aquela outra que entra no meio da coversa alheia sem nem ter sido chamada. Ou aquele cara que você estava ficando quando descobriu que era um completo idiota.
Às vezes eu me irrito profundamente.
Mas, quer saber?
Não vou mais me irritar.
Não por eles.
Mas por mim.
Não vou mais me irritar com gente sem noção (pelo menos, vou tentar).
Não vou mais me indignar profundamente com situações ultrajantes.
Não pelos outros.
Mas por mim.
Porque me faz mal ficar irritada. É como tomar veneno esperando que o outro morra.
Não, não vou mais me irritar porque eu me amo e não estou a fim de sentir sentimentos negativos.
A raiva faz mal só pra gente mesmo.
É, daqui pra frente, vai ser só paz e luz.

Na medida do possível...

domingo, 17 de maio de 2009

Retomando o controle da minha vida

Hoje li uma frase e ela me acertou em cheio: "Respeite aquilo que você já viveu, mas deixe que o passado se vá, para que o presente aconteça e possa preparar o caminho para o futuro."
É exatamente essa fase que estou vivendo.
Respeito o que vivi. Não me arrependo das coisas que fiz. Tudo que fiz foi o que me trouxe até aqui, até quem sou hoje.
Claro, poderia ter sido melhor. Mas poderia ter sido pior também.
Acredito que, de um jeito ou de outro, as coisas terminaram da melhor maneira possível. E quem eu sou hoje é uma das melhores pessoas que poderia ter me tornado.
Se algumas coisas boas ainda não aconteceram e algumas mudanças ainda esperam, é porque eu não estava pronta para aceitá-las completamente.
Acredito no poder de um Ser Superior (chame de Deus, se quiser) que me ajuda e me guia. E acredito que Ele está do meu lado sempre, guiando meus passos, me livrando de muitos erros.
Não renego o que vivi. Alguns episódios realmente gostaria de esquecer, mas não renego o que vivi. E me preparo para o 'daqui para frente'.
Estou vivendo o presente e pensando no futuro.
Não vivo de passado.
Deixei que o passado se vá. E isso inclui amores mal vividos, amizades falsas, escolhas erradas. Vivo as consequências do meu passado e não meu passado em si.
Vivo com a cabeça erguida, olhando em frente, sem esquecer o que passou.

Não quero mais.

sábado, 16 de maio de 2009

Não gosto de dois pesos e duas medidas (ou sobre um adeus)

Soube que você contou os segredos que te cochichei.
Soube que você espalhou os detalhes do que te falei.
Soube que você riu das coisas que fiz.
Soube que você achou que era melhor que eu.

Eu gardei os segredos que você me cochichou.
Eu guardei os detalhes do que você me falou.
Eu não ri das coisas que você fez.
E você não é melhor que eu.
...
Quer saber?
Agora mudei. A certeza de que não quero alguém assim me invadiu.
Agora quem vai saber é você.
Você vai saber que eu sou forte e que consigo te esquecer.
Você vai saber do que é que eu sou feita.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Me dá um sorriso?

Não me dê a mão. Me dê um sorriso.
Só o que eu quero é um sorriso seu só pra mim. Um sorriso seu dedicado inteiramente a mim.
Tudo bem que você não seja meu.
Não tem problema. Só me dedique, pelo menos uma vez, um sorriso seu.

Porque todos os meus sorrisos são seus.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sim, foi especial

Para quem perguntou, sim meu dia foi mesmo ótimo.
Não aconteceu nada de especial.
Não ganhei um Pulitzer, não fui nomeada embaixadora da ONU, não salvei milhares de pessoas de um acidente, não tive um filho.
Mas o dia foi especial. Foi ótimo porque eu me permiti ser feliz com as pequenas coisas.
Não entrei em depressão quando vi aquele-que-não-deve-ser-nomeado e ele nem me deu moral.
Meu dia não acabou por causa de uma fechada no trânsito.
Sorri quando me criticaram.
Afinal, a felicidade depende mesmo é da gente.


É, foi mesmo um dia especial.

O dia

"Pro dia nascer feliz"
Hoje acordei com a ligeira sensação de que vou ser feliz.
Abri os olhos e a chuva tamborilava no telhado (três andares para cima, mas ainda assim, dava pra ouvir). Não que isso seja garantia de felicidade, mas acordar e já ter consciência da vida que nos cerca é animador.
É, acordei com a sensação de que vai ser um lindo dia.

Vamos sorrir para nossos espelhos interiores


Defeito. Defeito é uma coisa engraçada, porque sempre vemos mais do que realmente temos. Ou do que os outros veem. Tem gente que passa a vida toda preocupada, tentando esconder tudo o que acha errado na própria personalidade, achando que ninguém vai querer ser seu amigo se souber que é uma pessoa imperfeita (conhece alguém assim?). Temos mesmo é que nos aceitar como somos. Cabelo. Cabelo de mulher é uma coisa engraçada. Quem tem liso, quer enrolar. Quem tem enrolado, quer alisar. No final das contas, sempre achamos que a grama do vizinho é mais verde mesmo... O que não sabemos, não nos damos conta ou fingimos não enxergar, é que o vizinho acha que a nossa grama é mais verde que a dele. Engraçado isso... Estamos sempre querendo ter o que é do outro. Triste. Temos é que nos aceitar como somos, com o que temos, com onde estamos. Por que ficar desejando sempre o que não é nosso? Não falo de conformismo, afinal, para melhorar, todos temos que sonhar com uma vida melhor. Falo de desejar o que é do outro sem dar valor ao que temos de especial. Temos que valorizar o que temos e o que somos. Não é porque o vizinho tem um carro melhor, que o seu é ruim. Tudo bem você querer comprar um carro mais potente, mas por que não agradecer pelo carro que você tem? Tem muita gente aí andando de metrô... E porque reclamar das pernas meio gordinhas, meio flácidas? Tem gente por aí que nem pode andar, sabia? Não é porque alguém tem algo melhor que você deve desvalorizar o que tem. Eu tenho pernas com celulites e agradeço a Deus todos os dias por tê-las (as pernas, não as celulites). Vamos nos amar mais. Vamos olhar para o espelho e sorrir para a pessoa que vemos lá, porque, assim, ela nos sorri de volta (aprendi essa aqui e amei). Você já tinha pensado nisso? O que damos ao mundo é o que ele nos devolve. É como viver olhando para a pessoa no espelho. Se chorarmos, ela chora, se ficarmos com raiva, ela também fica. Mas, se sorrirmos, ela nos sorri de volta.
E tem coisa mais gostosa do que receber um sorriso?

Gente que vive triste

Tem gente que vive triste. Já deixei de ler blogs tristes demais. Sempre depressivos, com lágrimas quase reais. (talvez alguém deixe de me ler porque estou sempre em ebulição) Fiquei refletindo sobre isso e eu vivo feliz. Tenho meus momentos de melancolia, de tristeza, de sofrimento, claro. Afinal, somos todos humanos. Mas vivo bem a maior parte do tempo. Se não sorrindo, pelo menos, feliz. Rindo com as amigas em uma tarde ensolarada, dançando enlouquecidamente em uma pista de dança (qualquer música, gosto mesmo é de dançar), vendo um filme no cinema, mesmo que sozinha, aprendendo algo novo, conversando com as pessoas. Vivo feliz a maior parte da minha vida. Não foi sempre assim, tive momentos de tristeza profunda. Mas tentei aprender a deixar isso para trás e a rir mais do que chorar. Tem funcionado bem até agora...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Eu me extrapolo

É essa minha sinceridade absoluta que me traga. Essa mania de não guardar nem receita de bolo sem compartilhar com alguém antes. Essa insistência em adoçar a vida alheia com docinhos que eu mesma fiz. É essa inconstância, essa leveza e todo esse peso que me faz quem sou. É essa dualidade, esse embate constante comigo mesma, essa visceralidade, essa explosão de sentimentos táteis. Eu sou essa erupção, esse martírio, essa constante explosão de cores e formas. Eu sou esse vulcão de emoções à flor da pele. Sou aquela que você não pode tocar sem pedir permissão. Sou aquela que vai manter distância, aquela que vai sorrir menos do que o necessário mas que vai abarcar o mundo com risadas de dobrar a barriga. Sou aquela que para e olha o nada. Sou aquela que nunca escuta o que você diz, que não presta atenção ao que falam nem no rosto das pessoas. Sou aquela que vai passar por você sem saber que te conhece. Sou a que vai explodir você em pedacinhos pelos seus erros mas vou me martirizar muito mais pelos meus. Morro de amores e vivo de fantasias e ilusões. Sou quem vai gritar com você porque você pisou na bola. E sou quem vai, depois, te abraçar de sorrisos e sonhos.

Rifa-se um coração

"Rifa-se um coração
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
Em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
Pouco usado, meio calejado, muito machucado
E que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconsequente que nunca desiste
De acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
Que acha que Tim Maia
Estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista... Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
Esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
Sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
Relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
Sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
De causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
Arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
Que abre sorrisos tão largos que quase dá
Pra engolir as orelhas, mas que
Também arranca lágrimas
E faz murchar o rosto. (...)"

Clarice Lispector, claro.

Chega de contenções

"Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre."
Clarice Lispector


Me irritam as pessoas mais ou menos. Com uma personalidade mais ou menos e uma vida mais ou menos. Me cansam os que não sabem viver. Apenas sobrevivem. Não quero ser uma pessoa mais ou menos. Apesar de achar que devo estar sendo... A sociedade nos faz mais ou menos. Cobra-nos que sejamos inteiros, mas nos faz mais ou menos. Mais ou menos pais, mais ou menos filhos, mais ou menos empregados, mais ou menos pessoas. Não quero mais essa vida mais ou menos. Quero uma vida de verdade, com pessoas de verdade, sentimentos de verdade. Chega de conter os bons impulsos que sinto. Chega de segurar as lágrimas para não chorar em público. Chega de segurar o riso, de segurar o canto, de segurar. Chega de me conter. Estou cansada de ser um ambiente controlado, cheio de cancelas e proibido estacionar. Eu quero poder gritar ao mundo tudo o que sinto. Toda essa ebulição dentro de mim. Eu não quero conter minha vida. Quero vivê-la! Eu sou isso, esse arrebatamento, essa ressaca em fim de tarde, esse mar que invade a praia, esse sol de meio-dia. Eu sou essa ebulição de sentimentos à flor da pele, essa imensidão de palavras, esse aglomerado de ideias. Eu sou inteira e um pouco mais. Eu sou. Eu quero. Chega de conter o que sinto. Não quero ser recalcada e adulta, quero gritar aos quatro ventos meus sentimentos de menina. Não quero acalmar minha vida, quero que o mundo se agite de inquietação. Não quero mais conter minha agitação. Chega de fingir. Chega de mentir. Não quero me acalmar, aquietar o que existe dentro de mim. Não quero! Não me peça para ser menos do que sou. Não me peça para conter minha personalidade. Eu sou assim a qualquer preço. Eu sou assim, mesmo que isso não seja usual, mesmo que seja incomum, mesmo que a sociedade me cobre calma, me cobre paciência. Eu sou essa ebulição de inquietudes. Esse borbulhamento de agitações fora de hora. Não tente me entender. E, acima de tudo, não tente me conter.

Sinceridade

"Eu vou equalizar você
Numa frequência que só a gente sabe"


Não quero pessoas de mentira. Quero pessoas que sintam, que saibam, que sangrem. Pessoas de verdade. Não quero fingimento. Não me venha com hipocrisia. Não sou do tipo que gosta de mentir. Não minta pra mim. Não gosto de falsidades e a hipocrisia me irrita. Gosto de pessoas de verdade, que assumem o que pensam e não têm medo de falar. Se você não quer sinceridade, então não me pergunte. Eu não gosto de mentir. É traição ao que somos de verdade. Eu gosto da musicalidade que a verdade tem. Gosto da sensação libertadora que só a sinceridade pode proporcionar. Não minta pra mim. Não gosto de ser enganada. A sociedade me enoja com todo esse tratamento fingido, todos esses sorrisos falsos, todas essas máscaras. Não uso máscaras. Sou quem sou o tempo todo. Sou verdadeira, sou sincera, sou honesta. Não gosto de fingir algo que não sou. Não gosto de ter que vestir máscaras para ir às ruas, mentir sobre minha essência. Sou sincera em essência. E, se isso te desagrada, talvez seja porque você mesmo não é sincero com o que sente.
Afinal, sejamos sinceros: você é sincero?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Não me olhe, por favor

Não adianta.
Mesmo que eu queira me livrar do seu sorriso - coisa que já nem sei mais se quero - não consigo. Você entrou profundamente em meus pensamentos. A minha vontade é te xingar e te mandar para bem longe. Longe da minha vista, longe dos meus pensamentos e longe, muito longe, do meu alcance. Inferno! Por que é que você tem que ser assim tão perfeitamente errado pra mim? Por que você tem que se encaixar tão ridiculamente bem na minha alma? Por que você não me deixa em paz?
Eu sei que sou apenas mais uma. Mas por que? Diabos, por que você tem que ser tão encantadoramente sedutor?
Não me venha com esse seu sorriso perfeito. Não pisque para mim! Não quero sentir seu perfume nem provar seu mel. Vá embora de uma vez e me deixe aqui sozinha.
Você não percebe que estou te ignorando de propósito? Você não vê que é puro charme?
Então, por que você ainda não me arrebatou em um corredor escuro? Por que você ainda não me beijou? Se você sabe, se você vê que é de propósito, por que você não me agarra e não me faz esquecer qualquer determinação?
Não, não me olhe. Não sei por quanto tempo consigo resistir.
Você me vê forte? Pensa que resisto? Acha que realmente aguento um relacionamento aberto sem sentir nenhuma consequência? Você realmente acha que estou feliz sabendo que você não é meu?
Isso é só porque você não sabe da paixão velada que carrego no peito.

A distância e as amizades


Para mim, essa de que a distância esfria as amizades faz sentido.
Por mais que eu tenha uma amiga que, sempre que nos encontramos, parece que não mudou nada, tenho muitas e muitas amizades que esfriaram completamente com o tempo e a distância.
Talvez digam: 'mas é porque só essa era uma amizade verdadeira'.
Não, eu respondo, não era só essa. Muitas amizades de verdade, daquelas que não são mais só amizade, já são 'irmandade', se perderam nos acasos da minha vida.
Uma curva aqui, um desvio ali e os caminhos que antes andavam juntos agora são completamente opostos.
Não porque não sobrou amizade. Não é isso. Mas a vida que escolhemos levar não combina mais.
Sempre resta aquela verdade, no fim das contas. Aquele 'eu sempre vou estar aqui pra você'. E eu realmente acredito que estamos aqui uns pelos outros. Na hora do aperto, não importa quanto tempo e quantos quilômetros, muitos desses amigos ainda estarão lá por você.
Mas, no hoje, no agora, nas trivialidades do cotidiano, essas pessoas não são mais quem você chama de amigos.
Provavelmente, sempre lembraremos com aquele carinho dos momentos que já foram. Mas, mais provavelmente ainda, não seremos capazes de ter novos momentos. Não teremos oportunidades.
A vida separa as pessoas aqui, une outras ali...
É bom mudar.
Mas também perdemos muito pelo caminho.
Claro, você vai dizer que 'as oportunidades somos nós que criamos'. Mas todos temos que colocar comida em casa, cumprir horários no trabalho, descansar nos fins de semana.
A vida real é muito mais dura e rotineira do que pensávamos quando crianças e brincávamos de ser gente grande.
A distância e a falta de tempo afastam sim as pessoas. A gente pode lutar, pode ir atrás, mas, de um jeito ou de outro, com o tempo passando, as responsabilidades aumentando e o tempo livre diminuindo, provavelmente vamos perdendo contato com muita gente bacana.
Eu sempre estarei aqui para todos aqueles amigos de quem me afastei. Não importa o tempo nem a distância. Mas sei que compartilhar as bobeiras da vida todos os dias faz a diferença. Sei que MSN não é contato ao vivo e que orkut é frio demais.
Mas vamos indo, caminhando, esperando para ver onde é que essa estrada vai nos levar.
Carrego comigo todas as pessoas que foram importantes, que são importantes, que já cruzaram meu caminho.
Só me resta esperar que, algum dia, nossos caminhos se cruzem novamente. Mesmo que seja rapidinho...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Eu sei que não devia.

Às vezes, eu juro que me convenci que não te quero mais. Tenho certeza que não tenho mais vontade de ficar com você, que tudo já passou. Eu sei que você não me quer como eu te quero. Eu sei que não teve importância para você. Eu sabia disso desde o princípio. Me preparei para esse momento. Sabia que ele chegaria e que eu iria sofrer.
E eu juro a mim mesma que não vou te olhar, que não vou ligar quando você nem fizer questão da minha presença, que vou ser forte, que não vou sentir nada.
Mas aí eu te vejo, sinto seu cheiro, e tudo aquilo volta com força.
Eu sei que não deveria te querer. Mas eu te quero. Como te quero!
Eu sei que isso não adianta nada.
Mas eu estou completa e ridiculamente apaixonada por você.

Eu estive lá



Eu estive lá.
Lá onde todas as coisas começam.
Eu estive lá.
Lá, onde todas as coisas terminam.
Naquela escuridão, em que você não sabe mais onde você termina e onde começa o próximo da fila.
Eu estive onde espaço e tempo se fundiram numa só matéria imaterial.
Eu estive onde não se sabe.
No tempo que não se sente.
Eu estive lá.
E aprendi que nada nessa vida dura.
Ao mesmo tempo em que tudo valhe à pena.
Estive onde nada e tudo são um só.
E tudo pode ser quebrado quando nada mais é importante.

Sobre ser eu mesma

Eu sempre estou pensando e repensando a vida. Talvez porque nunca me senti muito confortável na minha própria pele. Penso e repenso quem sou, tento me reinventar. Não é fácil. Tem sempre aquela atitude para melhorar, aquela fala para atualizar, aquele assunto para evitar.
Estou sempre controlando tudo à minha volta. Eu mesma sou um ambiente controlado. Tudo tem que estar perfeitamente encaixado. Senão, adeus dia bom!
Eu sei que isso é péssimo, mas tem horas que simplesmente não consigo evitar.
Às vezes, eu fecho os olhos e imagino que estou gritando de raiva. Completamente enlouquecida, extravasando tudo o que sinto. Isso faz com que eu me sinta melhor. Não resolve meus problemas, mas eu coloco para fora tudo o que me irrita, me angustia. Tem vezes, que tenho que me controlar, senão grito junto com meu eu imaginário.
Nem sempre é fácil ser a gente, né?
Parece tão mais simples ser os outros...

Começando do começo

Eu começo aqui mais um blog.
Já iniciei milhares deles internet a fora. Mas sempre desisti por um ou outro motivo.
Uma pena, alguns deles até tinham um conteúdo legal.
Aqui vamos nós, então.
A proposta desse blog é falar dos sabores e dissabores dessa vida.
Todos nascemos e morremos. O que nos diferencia é o que fazemos nesse intervalo que chamamos de vida.